Mídias Sociais: Como impactam a nossa saúde mental?

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No post anterior, abrimos o mês do Setembro Amarelo falando sobre a saúde mental nas agências. Hoje, vamos discutir um assunto tão delicado quanto polêmico: as redes sociais

Antes de mais nada, o mundo praticamente gira em torno das redes sociais. Afinal, líderes mundiais usam o Twitter para falar com a população diretamente. No dia a dia, usamos as redes sociais para nos divertir, para receber informações e notícias, e para os profissionais de marketing, ainda é uma fonte de renda. 

Por outro lado, qual é o impacto das redes sociais na nossa saúde mental? Elas fazem bem ou mal? Existe muita discussão sobre o assunto, e é isso que vamos tentar entender no post de hoje.

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O que dizem as pesquisas sobre os impactos das redes sociais na saúde mental? 

O aspecto viciante das redes sociais não é brincadeira. De acordo com um estudo publicado por uma Instituição de Saúde do Reino Unido, redes como o Instagram e Snapchat tem um poder mais viciante do que o cigarro ou o álcool. O que explica por que essas redes podem fazer tão mal, é na forma como elas são usadas. 

Especialmente o Instagram e o Snapchat, são redes focadas muito na imagem. Ou seja, fotos e vídeos, com a “obrigação” de parecer bonito. Isso acaba gerando sentimentos de ansiedade e inadequação em muitas pessoas, trazendo insatisfação com o próprio corpo. Evidentemente, isso não é o objetivo da rede. 

O próprio Instagram já está se movimentando para mudar esse quadro na sua rede. Por exemplo, os likes sumiram. De acordo com o próprio Instagram, o objetivo era diminuir a competitividade por likes na rede. Ou seja, as pessoas estavam mais preocupadas com o volume de likes do que em usar a rede em si. 

Essa competição não é restrita ao Instagram. O objetivo de grande parte das redes sociais é ostentar. Mostrar o quanto a sua vida boa, desde a comida que você come, a festa que você frequênta e quão bonito você é. Nas outras pessoas, isso pode gerar uma certa ansiedade de que a vida não é tão boa quanto a do outro. Por outro lado, existe a questão da falsidade, já que ninguém tem uma vida tão perfeita quanto nas redes. 

Os problemas do Facebook são ainda mais graves do que isso. A disseminação das fake news é um problema seríssimo, levando a consequências graves, como bullying e até mesmo mortes. As consequências mais leves ainda não são positivas, como muita ansiedade e discussões que não vão a lugar nenhum. 

Acompanhar o que acontece com o Facebook na época das eleições é tão interessante quanto enlouquecedor. Em 2014, por exemplo, o maior problema eram as discussões, e em 2018, a rede é efetivamente uma dos maiores veículos para eleger um político.

Ou seja, uma rede social cujo objetivo era agir como escapismo, ser um ambiente para relaxar e se conectar com o outro, se tornou um ambiente de ansiedade e fake news. De acordo com a pesquisa algumas das consequências são o medo de ficar de fora, depressão, ansiedade, além dos prejuízos a auto imagem. 

O impacto positivo das redes sociais

Mas, nem tudo é ruim. Pelo contrário, existem impactos positivos que são incríveis. Dois grandes exemplos são os movimentos #metoo e o #blacklivesmatter. O primeiro, era uma hashtag em que mulheres do mundo inteiro compartilharam suas experiências com abuso sexual. Muitos dos relatos ocorreram décadas antes, e as mulheres sofrem com traumas desde então. 

O segundo, começou em 2013, também com uma hashtag no Twitter, após o assassinato de um homem negro nas mãos da polícia e a absolvição do policial que o matou. Hoje em dia, esse é um dos maiores movimentos em busca de igualdade racial, com projetos que ajudam a criar verdadeiras mudanças. 

Ambos os exemplos têm em comum o maior impacto positivo das redes sociais: a possibilidade das pessoas se reunirem em torno de um tema comum e promover mudança positiva. Esses exemplos são macro, acontecendo em uma escala global. Mas, isso também acontece todos os dias nas redes, em um nível extremamente pessoal. 

A verdade é que desabafar ajuda, e muito. Nas redes sociais desabafar é mais fácil, pois você não necessariamente precisa olhar no olho de outra pessoa. Muita gente se sente mais confortável assim. Além disso, também é mais fácil do que parece conseguir apoio. Em outras palavras, as redes sociais permitem uma conexão mais fácil com pessoas, independente da distância e de diversos outros fatores. 

Outro ponto que explica os impactos positivos das redes é o acesso à informação. Sabe-se muito mais sobre depressão e ansiedade, por exemplo, do que em décadas anteriores. As redes sociais têm seu papel nisso, pois elas ajudam no acesso às informações. 

As redes sociais são um reflexo da sociedade

Como profissionais de marketing, é uma certa hipocrisia condenar as redes, pois elas fazem parte do nosso sustento. A verdade é que as redes são compostas por pessoas e, como tal, refletem nossas piores e melhores qualidades. Pessoas podem ser incríveis, fazendo coisas para o bem. Mas, também podem ser ruins, explorando sentimentos de raiva e inveja. 

Portanto, a melhor dica para gerenciar as saúde mental nas redes sociais é a mesma de outro objeto viciante, o álcool: use com moderação. Procure desativar alertas e notificações das redes, para não se forçar a vê-las o tempo todo. 

O próprio volume de conteúdo nas redes, e na internet, é uma faca de dois gumes. Além das fake news, ainda existe a pressão por conteúdo e não deixar de consumir nada. Portanto, é preciso tomar cuidado com o que você curte ou lê. 

O algoritmo do Facebook é muito esperto. Se você dá muitos likes em uma fonte, ou lê muitos textos da mesma, a rede vai sugerir cada vez mais desse tipo de post, pois sabe que é o que você gosta. Isso é perigoso pois você pode viver em uma bolha, o que é muito fácil na rede. 

Então, a última dica é tomar cuidado com quem e com o que você segue. Toda história tem dois lados, e é importante ouvi-los, mas seguir alguém ou uma página que apenas desperta emoções ruins ou que não promove uma discussão construtiva é apenas uma forma de se frustrar. 

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