Marketing Político: da eleição a consolidação de carreira

Categorias Marketing Digital
estratégias para o marketing político

Em ano eleitoral, fala-se muito em Marketing Político, que é, resumidamente, um conjunto de atividades que buscam  fortalecer relacionamentos entre eleitores e organizações, pessoas públicas ou projetos. Essas estratégias, contudo, vão muito além das eleições e devem ser investidas continuamente.

Nos últimos anos, políticos famosos como Barack Obama, Joe Biden, Alexandria Ocasio-Cortez e até Donald Trump, nos Estados Unidos, investiram bastante em manter um público engajado com as ideias defendidas por eles. Mas, no Brasil, o caso mais famoso recente foi o do presidente Jair Bolsonaro. Vale ressaltar que nem todos os nomes citados são bons exemplos do Marketing Político, uma vez que alguns se utilizaram de notícias falsas.

No artigo de hoje, vamos discutir conceitos, histórico, benefícios e dicas para estratégias de sucesso.

Histórico

O que hoje conhecemos como marketing político moderno teve início em 1952, quando o general Dwight Eisenhower (1890-1969) contratou a agência publicitária BBDO para auxiliá-lo na campanha presidencial americana daquele ano. A principal função da agência era adaptar a linguagem de Eisenhower ao rádio e à televisão.

Os marqueteiros de Eisenhower entendiam que era necessário criar um novo perfil para o candidato, além do já conhecido comando do exército americano na II Guerra Mundial. Eisenhower foi eleito e depois reeleito, em 1956.

No entanto, a história do marketing político é muito mais antiga do que nos fazem crer as versões oficiais. Ainda que de maneira informal, desde a Grécia Antiga, os políticos se dedicavam intensamente à retórica, instrumento fundamental para convencer as pessoas. Já os faraós do Egito usaram programas de obras públicas para se tornarem mais populares, como a esfinge de Gizé, encomendada pelo faraó Quéfren.

Na Idade Média, governantes europeus contratavam os pintores mais importantes da época para fazerem seus retratos, como Luís 14, o Rei Sol, que reinou na França de 1643 a 1715.

Diferenças entre marketing político e eleitoral

O Marketing Político e o Marketing Eleitoral são confundidos com frequência. Apesar de serem relacionados, não são sinônimos.

O Marketing Político é composto de ações contínuas, com o objetivo de criar uma relação com o público que será usada em futuras disputas eleitorais, bem como em outras situações onde o apoio popular é necessário. 

Por isso, essas estratégias precisam ser pensadas e desenvolvidas antes, durante e depois das campanhas eleitorais, com o objetivo de estar sempre aliado com o público-alvo.

Por exemplo, vamos imaginar um candidato que deseja ser eleito pelo público LGBT. Antes mesmo do ano eleitoral, ele precisa se engajar em eventos, seja como participante ou criador, marcar presença em atos públicos e desenvolver uma comunidade online.

O Marketing Eleitoral, diferentemente do Político, tem como foco as ações de comunicação e divulgação voltadas para um determinado pleito. São estratégias de curto prazo, durante a campanha eleitoral, com o objetivo de eleger um candidato. Entre as ações do Marketing Eleitoral, podemos destacar os jingles, vídeos institucionais para o guia eleitoral, campanhas nas redes sociais, adesivos, etc.

Esses dois tipos de marketing são complementares para um bom desempenho político. Pouco adianta, por exemplo, investir muito dinheiro em Marketing Eleitoral faltando pouco tempo para as eleições, se não construiu uma imagem fortalecida junto ao eleitorado.

Maiores chances de vencer as eleições

Uma das principais vantagens do Marketing Político é vencer as eleições. Como falamos anteriormente, o Marketing Eleitoral é essencial, mas não faz milagre se uma figura política não buscou desenvolver um relacionamento com o eleitorado, será muito mais difícil disputar com nomes que se mostraram, estiveram presentes e criaram uma imagem fortalecida. Portanto, o bom Marketing Político, unido ao bom Marketing Eleitoral, garante maiores chances de vencer o pleito.

Mais destaque para o partido

Um candidato compartilha das ideias do partido que representa. Dessa forma, quando essas ideias são amplamente difundidas e promovidas, todos do partido ganham e aumentam suas chances de vencer pleitos em diversos âmbitos.

Aumento do apoio para projetos durante o mandato

A política não acaba ao vencer as eleições ou no dia da posse. Isso é só o começo. Um presidente, um vereador, um governador, ou qualquer pessoa que ocupe um cargo político, vai precisar de apoio popular e de aliados para ter seus projetos aprovados, uma vez que grande parte deles são decididos por votação. Sem contar que, quanto mais aliados, mais apoio e alcance virão.

Compartilhamento de resultados

Por meio do Marketing Político, um parlamentar, senador ou governante poderá compartilhar frequentemente seus resultados. Assim, a base verá que fez a escolha certa, melhorando ainda mais a reputação.

Boas chances de reeleição

Como consequência dos benefícios citados acima, estão as boas chances de reeleição. Afinal, um mandato com o partido fortalecido, maior apoio em projetos, bem como a prestação de contas à população são fatores de grande impacto na probabilidade de se reeleger.

Boas práticas do Marketing Político

Construa uma identidade

Qual é o seu público e quais ideias lhe representam? Escolha três grandes eixos e a partir daí crie uma identidade com sub-pautas e questões relacionadas. Essa identidade envolve elementos visuais, como as cores, e a linguagem utilizada nos textos, nos discursos e na prática.

Marque presença em eventos

A frase ‘quem não é visto não é lembrado’ pode até ser clichê, mas se trata de uma realidade quando se fala em construção de relacionamento com o público. Para que seu nome, suas ideias e o que você representa fiquem ‘grudados’ na mente das pessoas, marcar presença em eventos é fundamental. Sejam esses eventos do partido ou não, como manifestações e eventos que estejam acontecendo na cidade. Você também pode promover encontros.

Ouça a população

É natural do ser humano se sentir acolhido e que as suas demandas estão sendo atendidas. Portanto, seja no online ou no offline, demonstre que está ali para escutar.

Por isso, promova rodas de conversas e eventos diversos e chame os eleitores para propor. Nas redes sociais, uma boa dica é a caixinha de perguntas do Instagram, comentários em lives e em publicações. Mostre que está comprometido a responder os questionamentos, criando assim uma amizade sua com o público.

Crie conteúdo de qualidade

O conteúdo de qualidade é a chave para qualquer relacionamento com público, independente do nicho. No Marketing Eleitoral, geralmente os políticos contratam equipes para cuidar do assunto, mas acabam ignorando o fator no pré e pós campanha.

No Marketing Político, essa conversa com o eleitorado deve ser constante, e o conteúdo é a linguagem. Esteja atento às dores e mostre, com criatividade e sutileza, como seu projeto pode saná-las.

Cases de sucesso do Marketing Político

1.     Bernie Sanders

Senador pelo estado de Vermont e filiado ao partido Democrata, Sanders tinha menos de 3% das intenções de voto nas primárias do partido, sem apoio e enfrentando a favorita de todos, Hillary Clinton.

Sem dinheiro ou apoio, a equipe do senador elaborou uma tática de arrecadação de fundos online, indo atrás de cada eleitor do partido com uma mensagem personalizada. Essa personalização deu bons resultados, arrecadando mais de $218 milhões de dólares.

Foram 550 vídeos feitos exclusivamente para a campanha, que geraram mais de 42 milhões de visualizações apenas no Facebook.

Os 3% de votos viraram 43% e Sanders quase venceu as primárias para ser o candidato do partido. Mesmo não sendo o escolhido para disputar a eleição, ele ainda recebeu 111 mil votos na disputa entre Clinton x Trump.

Como você pode perceber, a personalização, a linguagem e o conteúdo foram fundamentais.

2.     Alexandria Ocasio-Cortez

Pouco mais de um ano antes de tomar posse como congressista nos Estados Unidos, a mulher de 29 anos, filha de imigrantes latinos, trabalhava como garçonete em Nova Iorque. Então, Ocasio uniu o fator autenticidade à forte presença nas redes sociais, atraindo uma série de eleitores, especialmente jovens, e tirando da disputa nomes tradicionais do Partido Democrata.

Por fim, destacamos esses dois exemplos por terem sido bastante falados, além de Donald Trump. Contudo, no Brasil, o Marketing Político está a todo vapor, com estratégias diversas para atrair e manter essa amizade e confiança do público.

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