Como serão as estratégias de marca para o futuro?

Categorias Marca, Marketing Digital

É inegável que o mundo passa por uma grande disrupção. A verdade é que uma das lições aprendidas com a pandemia do coronavírus é que, certamente, o mundo não será mais o mesmo. Já o meio digital, está no centro das atenções como uma das principais forças de mudança.

O protagonismo do digital se tornou bem evidente. Com o mundo físico “limitado” por conta da pandemia e da quarentena, o digital é a principal solução. O Zoom, por exemplo, se tornou uma das normas para reuniões de equipes. Além disso, quantas pessoas você conhece que precisaram se adaptar a fazer pedidos em supermercados pela primeira vez? E quantos destes aprovaram a experiência e estão prontos para fazer novamente?

O mundo certamente não será mais o mesmo. Então, o que as marcas podem fazer para se adaptar a ele?

É sobre isso que vamos conversar neste post. Vamos dar uma passada por alguns dos maiores nomes do mercado do marketing digital, incluindo alguns líderes de agências, para ver o que eles pensam do futuro para as marcas

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O foco na construção de uma marca

Aki Spicer, CSO da Leo Burnett vai direto ao ponto. Ele foca na importância de fortalecer a marca, ao invés de se focar unicamente nas vendas. Segundo ele, as empresas têm o costume de priorizar as vendas acima de tudo. Agora, o foco deve ser em fortalecer a marca, criando um propósito e um ponto de vista bem forte, especialmente para conquistar aqueles que nunca interagiram com você.

Esta afirmação não é apenas uma resposta ao coronavírus, mas ao comportamento geral do consumidor. As gerações mais novas, que refletem as maiores tendências de consumo, estão não somente a procura de um propósito, mas de marcas que também têm um.

Jonathan Lee, CSO da Grey tem uma opinião semelhante. As empresas devem se esforçar cada vez mais em trazer valor real. Ou seja, ajudando os clientes a repensarem as coisas certas a fazer. O sucesso pode deixar de ser medido apenas pelos valores de marcas mais tradicionais, mas pelo impacto humano que elas deixam.

Gary Vaynerchuk, também conhecido como Gary Vee, é uma das mentes mais conhecidas do marketing digital atual. A dica dele simples: trocar o “por que?” pelo “por que não?”. Ele traz uma perspectiva bem interessante sobre tema. Segundo ele, negócios são negócios e duas palavras são cruciais neste momento: manipulação e intenção.

Ele quer dizer que muitas empresas estão pensando em como aproveitar esta oportunidade para reforçar sua marca, exatamente como a opinião de ambos os especialistas acima. Porém, a intenção precisa realmente ser fazer o bem e não manipular o público. 

Parece algo bem óbvio, mas a forma como as empresas transmitem esta mensagem pode ser bem confusa. Por exemplo, empresas podem documentar suas ações? Ou isso é uma forma de apenas enaltecer as próprias vitórias?

Mais uma vez, segundo Vee, depende. Documentar é possível, desde que seja feito da forma correta, por exemplo, agradecendo os colaboradores da empresa. Afinal, mesmo em um momento de incerteza e risco, eles ainda estão trabalhando para entregar o bem. Este passa a ser um dos maiores desafios das marcas, como documentar suas boas ações, sem parecer auto congratulatório?

A dificuldade de inovar do ponto de vista prático

Por outro lado, Vee traz uma discussão mais prática para complementar este argumento filosófico. Segundo ele, muitos dos CMOs, especialmente de grandes empresas não têm experiência prática de colocar a mão na massa, fazendo anúncios para o Instagram, o YouTube e todo o resto. Por isso, um conselho interessante é que os líderes de empresas aproveitem este tempo para aprender o básico. Como fazer marketing digital nas principais plataformas?

Já o Neil Patel, outro dos maiores gurus de marketing digital no mundo e criador da ferramenta Uber Suggests, traz algumas notícias do ponto de vista dos dados. A primeira recomendação dele é não explorar o coronavírus para ganhar dinheiro fácil. É mais um reforço do que vimos acima, agora é a hora de inovar, mas inove para fazer o bem.

Neil Patel é obcecado por dados e por um bom motivo, afinal eles são a principal força do marketing digital. Acompanhá-lo é uma ótima forma de trazer informações mais práticas. Por exemplo, os dados mostram que os Ads estão mais baratos do que nunca. Porém, a conversão também caiu durante e deve continuar mais baixa pós pandemia.

Como serão as estratégias de marca para o futuro?

Resumindo o que estes e outros especialistas têm a dizer sobre o assunto, as estratégias de marca para o futuro são muito simples: transparência, fazer o bem e não manipular o público.

Durante a pandemia do coronavírus, por exemplo, os influenciadores digitais viram seu mercado mudar consideravelmente. Não somente as empresas precisam cortar gastos com publicidade, mas o próprio público demanda uma certa mudança. O mundo está exigindo que pessoas famosas, celebridades e que tem privilégios, usem este poder para ajudar outras pessoas, de verdade.

Durante muito tempo a ostentação era o maior objetivo das redes sociais. Mas, como vimos neste momento de pandemia, será que isso ainda é verdade? E, voltando ao assunto, qual é o papel das marcas em relação a isso? Se o público demanda mais conscientização das celebridades e influenciadores, o mesmo se aplica às marcas por trás deles.

O mais provável é que o coronavírus acelerou um processo que já vinha ocorrendo há algum tempo. As marcas mais do que nunca precisam se posicionar em relação a algo que é importante para o público. Se preocupar em inovar de uma forma que seja positiva, não apenas para ela, mas para todos.

Vamos fechar este artigo com uma opinião interessante, da Christine Chen, Head of Communications na Goodby Silverstein & Partners. Ela complementa o que diz o Neil Patel, de um jeito diferente. Segundo ela, nós de fato temos muitos dados sobre o desemprego o alastramento do vírus e diversos outros. Por outro lado, como ficam as emoções e esperanças das pessoas? Estes dados são ainda mais importante, pois ajudam a determinar para onde a empresa deve ir.

Por isso, a ideia é que as marcas tenham conversas reais, com pessoas reais. Fazendo perguntas que permitam descobrir o que as pessoas realmente querem e precisam, especialmente neste momento. Como dizem diversos modelos de inovação, para resolver um problema é preciso entendê-lo. Para as marcas inovarem e resolver os problemas que surgem por conta do coronavírus, é preciso conversar com o público e entender quais eles são.

O que você acha? Como a sua empresa pode se posicionar de modo a fazer o bem enquanto o mundo se recupera da pandemia?

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