O futuro do Influenciador Digital

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É inegável o poder que o influenciador digital tem no mercado atual. 

Especialmente para as gerações mais novas, que são mais conectadas nas mídias sociais e que tem uma interação maior com este aspecto do mercado, a influência digital é enorme. Diante do comportamento desta nova geração e com o surgimento de novas redes sociais, como o Tik Tok, é natural imaginar para onde vai o futuro da influência digital. Então, neste post, vamos tentar entender um pouco para onde este mercado caminha. Vamos entender mais sobre: 

  • O poder do nicho
  • Os influenciadores e evidenciadores
  • Os possíveis caminhos da influência digital
  • Como entender o futuro da influência digital

O poder do nicho

O mercado atualmente já é nichado. É parte do poder das mídias sociais, permitir que pessoas que têm gostos e interesses um pouco mais restritos, conheçam outras que os compartilham. Assim, é possível criar uma comunidade mais facilmente em torno de determinado tema.

Não é a toa que o Facebook volta a colocar uma ênfase bem forte nas comunidades dentro da rede. Isso tem dois grandes objetivos: o primeiro é aproveitar o poder da comunidade para promover uma conversa sobre determinado assunto. O segundo é encontrar um refúgio dentro da rede, para fugir das discussões políticas e fake news, que se tornaram dois problemas para o Facebook.

Mas, não existe exemplo maior do poder de influenciadores e do nicho do que o Twitch e a comunidade gamer. Para quem não sabe, esta é uma plataforma de streaming para jogos. Os “Twitch Streamers” são criadores de conteúdos que passam até 6 ou 10 horas por dia, jogando e interagindo com a comunidade ao vivo. 

Alguns destes canais tem milhares de views ao vivo, de jogos mais populares como Fortnite, mesmo durante o dia. Se as empresas se perguntam onde o público da geração Z passa o seu tempo, o Twitch pode ser uma resposta.

É um exemplo de um mercado nichado, que parte do público geral nem sequer sabe que existe. Esta tendência deve se tornar ainda mais forte nos próximos anos, com pessoas se reunindo em canais e com influenciadores, que produzem um conteúdo com o qual se identificam.

Por exemplo, o “Ninja” que é o maior influenciador do mundo em Fortnite, recebeu mais de 20 milhões de dólares para ir para o Mixer, a plataforma de streaming de jogos da Microsoft. Isso é um exemplo do poder deste mercado.

Influenciadores ou evidenciadores?

Outro conceito que pode se tornar importante no futuro da influência digital são os evidenciadores. Estes, são produtores de conteúdo que tem uma enorme audiência e, por isso tem potencial de alcance. Porém, eles tendem a se afastar um pouco mais do público, o que significa que eles não são bons influenciadores.

Um dos desafios no futuro da influência digital é perceber esta diferença. O influenciador é aquele que consegue transformar pensamento em ação, visto que ele tem uma relação mais próxima com o usuário. Ou seja, ele tem poder na tomada de decisão de outra pessoa. Ironicamente, os influenciadores tendem a estar associados com uma audiência menor, por conta da questão da proximidade e confiança.

Ambos os conceitos são poderosos e o segredo do futuro da influência digital é saber identificar qual é o mais adequado para determinado objetivo.

Os caminhos que a influência digital pode seguir

O nicho e a diferenciação entre influenciadores e evidenciadores são dois caminhos prováveis para a influência digital. Porém, existem outros caminhos que podem ocorrer.

O primeiro, até sendo um pouco contraditório mas sempre possível, é um recuo do mercado de influenciadores. Isso pode ocorrer por dois motivos. 

Começando com uma aversão natural ao que ocorre no mercado. Uma “volta às raízes” no que diz respeito a receber influências humanas mais próximos. Como iremos ver mais a frente, isso não é o mais provável. 

O segundo é uma repetição, em maior escala, do que aconteceu com o marketing de afiliados. Com tanta oferta e demanda por influenciadores digitais, pode acontecer uma corrida sem freio, com profissionais que defendem produtos que não se conectam com a sua audiência. Assim, todo o conceito perde um pouco da sua força.

Por outro lado, se as empresas não souberem identificar o momento certo de usar os influenciadores, podem se desapontar com o resultado e perder a fé no conceito. 

Outra possível caminho da influência digital é transformar as próprias mídias sociais em marketplaces. Isso já acontece com o Facebook e com o WhatsApp, onde é fácil importar produtos. Em breve, a mídia será o próprio ponto de venda, e você pode comprar aquilo que o influenciador mostra diretamente no canal.

Por outro lado, existe o aspecto mais contido da influência digital. Também é uma tendência no mundo atual o consumo consciente, em que existe uma preocupação com diminuir o consumo. É por isso que, por exemplo, o sonho de ter o carro próprio tem sido menos importante. Porque você iria comprar um carro se pode simplesmente pedir um Uber?

Ao somar isso com a diminuição do “efeito novidade” é mais um motivo para a influência digital encontrar um ponto de equilíbrio.

Como prever o futuro da influência digital?

Como ficou claro, a influência digital tem alguns caminhos distintos que pode seguir. Porém, como saber qual deles é o mais próximo da realidade? Uma forma de fazer isso é olhando para a geração Z, pois atualmente eles são a parcela da população que mais representa o futuro do consumo.

A geração Z é a população nascida entre 95 e 2010, o que significa que nos próximos anos eles estão entre os 10 e 25 anos. Ou seja, é um público que está começando a consumir, cujos hábitos estão sendo formados.

Eles são nativos digitais, ou seja, quando nasceram e cresceram a internet já era uma realidade. Para eles, não é estranho receber informações de uma pessoa na internet, e isso não tem muita diferença de uma conversa em pessoa. Alguns, inclusive, formam amizades, através da internet, sem nem mesmo conhecer pessoalmente os outros. 

Ou seja, é uma parcela do público aberta a receber influência digital. Mas, tão importante quanto isso, é perceber seus valores. Segundo este infográfico sobre o consumo e a geração Z, esta parcela da população se importa bastante com o aspecto ético das empresas.

Eles querem saber de onde vem o que consomem, priorizam empresas que consideram éticas e se recusam a comprar de marcas envolvidas em escândalos. Outra estatística interessante é que eles confiam na recomendação de amigos sobre marcas e produtos, e isso inclui a comunidade online.

Isso fica claro ao observar o seu comportamento em relação aos influenciadores. 30% deles seguem vários influenciadores nas mídias sociais e 52% confiam na sua recomendação. Mas, o dado crucial é que 88% dizem que os influenciadores devem ser genuínos no seu interesse.

Isso traz uma perspectiva do cuidado que é preciso ter com o mercado de influência digital. A geração Z é aberta a ela, o que significa que o mais provável é que ela continue se tornando mais forte. Porém, é crucial para eles a questão ética e autenticidade. Por isso, o mercado precisa ter o alinhamento de valores de modo a conseguir se comunicar com este público.

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