Digital First: quebrando o paradigma da televisão

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Durante muito tempo, a televisão reinou absoluta quando o assunto é publicidade. Antes de o marketing digital surgir e promover mudanças no mercado, ter um anúncio veiculado na TV era uma das melhores e mais certeiras formas de falar com o cliente. Mesmo em pleno 2019, este meio ainda é extremamente forte em um mercado que migra cada vez mais para o digital. Mas, será que uma estratégia digital-first não pode mudar a forma como é usada a televisão?

O que é uma estratégia digital-first?

Até pouco tempo e, ainda hoje, o modelo de campanha mais natural é começar a publicidade na TV, e desdobrá-la para as redes sociais, blogs e qualquer outra mídia da empresa. Isso faz um certo sentido, já que a televisão teoricamente tem maior alcance e custa mais caro.

Porém não é o único caminho e não necessariamente o melhor. Já falamos por aqui, algumas vezes, que a migração para o digital está acontecendo de uma maneira bem decisiva. Então, será que não faz sentido adequar este modelo para o ambiente atual?

Toda estratégia de marketing gira em torno do comportamento do consumidor. Afinal, você quer que a sua mensagem alcance o público. Por isso, é preciso entender onde ele está, de modo a saber qual é o melhor canal para se comunicar.

O que acontece se o seu público não assiste mais a TV?

Entendendo os cord cutters

Pode parecer algo impensável, mas os cord cutters existem. Este é o público que “corta os cabos” ou seja, não assiste ou sequer tem uma TV.

Isso é acentuado pela queda de audiência da TVs aberta, e das TVs fechadas e o aumento dos serviços de streaming, liderados pela Netflix.

Este fenômeno é muito comum, especialmente entre os consumidores mais jovens. Acostumados com a tecnologia, este público não admite mais esperar por um programa na TV e quer economizar com a tv a cabo. Por que contratar um pacote com canais que eles nunca irão ver? 

É possível, e muito fácil, avaliar isso de forma empírica. Acompanhe as programações da TV, especialmente a aberta. Quantos programas são voltados para o público jovem e infantil? Eram comuns os desenhos animados de manhã e de tarde. Agora, você praticamente não vê mais nenhum.

O motivo é muito simples. Os jovens não veem mais tanta TV. Logo, não existe motivo para os canais colocarem uma programação para um público que não está lá. Por isso, os desenhos foram substituídos por outros tipos de programa.

Com isso, voltamos a estratégia digital-first.

Alcançando este público agora e no futuro

Atualmente, é possível contornar este problema. Ainda existe uma parcela enorme do público que assiste televisão e assim permanecerá . Mas já é interessante pensar em como atingir um público que não assiste e nem pretende..

Como este público tem uma enorme presença no digital, este acaba sendo o melhor canal para se comunicar, aplicando uma estratégia digital-first, ou seja, foco primeiro no digital.

O YouTube, por exemplo, tem números de visualizações enormes, e uma estratégia focada nessa plataforma, caso seu público esteja lá, pode ser bem vantajosa. 

O Target Rating Points é uma forma de medir o número de pessoas que é impactada com determinada mídia em um canal específico.

A curva de TRP da TV em relação ao YouTube é interessante. O primeiro tem um impacto enorme em pessoas a partir de 45 anos, enquanto o segundo é mais impactante para pessoas com até 29 anos. No meio, existe um equilíbrio maior.

Portanto, o digital-first pode ser uma excelente estratégia, mesmo se a concentração do público não for majoritária na plataforma. Se houver um equilíbrio, como o YouTube tende a ser mais barato, pode valer mais a pena do que uma campanha na televisão.

Como criar uma estratégia digital-first a partir do YouTube?

O público consome vídeos no YouTube com intensidade , sendo necessário tempo e recurso para que as empresas pudessem saciá-lo. 

Então, o caminho para uma estratégia digital-first é seguir com calma, criando o conteúdo de forma gradual e construindo uma biblioteca de conteúdo ao longo do tempo e que cresce junto à audiência. Isso porque, tudo muda muito rápido no ambiente digital, o que significa que formatos, assuntos e outros parâmetros, mudam rapidamente.

Não adianta colocar todos os recursos em um vídeo e esperar que ele carregue a sua empresa para sempre. Por isso, é importante implementar um caminho para a sua estratégia.

Crie

É preciso criar um conteúdo que esteja perfeitamente ligado à sua marca e ao seu público. Ele tem o tom da marca e conta uma história de uma forma que seja inspiradora, educativa ou divertida. O importante, é prender a atenção do público.

Enquanto o YouTube apresenta um espaço fértil também apresenta uma competição absurda pela atenção da audiência. Não existe fórmula para ter um vídeo que o público não pule. A única forma de fazer isso é entregar um conteúdo que ele queira ver.

Colabore

Para isso, é preciso colaborar. Os influenciadores digitais tem um poder enorme na plataforma, por terem uma conexão muito forte com o público. Por isso, é um ótimo caminho para lidar com uma audiência que já é engajada com o influenciador.

Mas a colaboração é também com o próprio usuário. O conteúdo pode ser construído em conjunto e o público tem cada vez mais voz no ambiente digital. Quando a audiência faz parte da construção da história, a sua mensagem é mais autêntica e mais interessante para o público que demanda esta interação.

Se preparando para o digital-first

Existe um motivo muito simples pelo qual as marcas devem priorizar o digital: o público também o faz. Por isso, a estratégia de digital-first é um caminho que faz muito sentido para as empresas.

Durante muito tempo a TV foi a líder da publicidade. O conteúdo criado na televisão era replicado nas redes sociais. Imagine o quão poderoso e interessante seria se as empresas usarem o caminho contrário. O quão impressionante isso vai ser para um público que prioriza o digital cada vez mais?

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