Dia Internacional da Mulher: como fugir dos estereótipos e ampliar debates

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O Dia Internacional da Mulher é comemorado em 8 de março. Nesta data, mas também no restante do mês, as campanhas e atenções se voltam às discussões sobre igualdade de gênero e combate à violência contra mulher, algo que infelizmente ainda é um problema com números alarmantes todos os anos. 

Na ânsia de fazer uma campanha para a data, contudo, muitas empresas podem meter os pés pelas mãos e caírem em estereótipos. Por isso, esses deslizes, além de prejudicarem a imagem das marcas, prejudicam o propósito do mês da mulher. 

Pensando nisso, em nosso artigo de hoje, você confere alguns pontos de reflexão importantes sobre campanhas de Marketing para o Dia Internacional da Mulher.

Diversidade e igualdade são necessários em qualquer empresa 

Os dados mostram que discutir e promover a diversidade nas empresas, seja de gênero ou racial, não é mais uma questão de escolha do negócio, mas uma necessidade do mercado. Isso porque os consumidores estão mais exigentes e atentos a essas questões. 

Uma pesquisa da Mckinsey, intitulada “Why Diversity Matters?” (por que a diversidade importa?), mostrou que empresas que investem em diversidade racial são 35% mais propensas a ter retorno financeiro acima da média. Quanto à diversidade de gênero, a perspectiva de aumento percentual é de 15%. 

Muitos podem pensar que no Brasil as pessoas não se importam com isso ou preferem marcas que não se posicionem a favor da igualdade e diversidade. Uma pesquisa da Samsung, de 2019, mostra o contrário. Segundo os dados, 85% dos entrevistados acreditam que as marcas devem abordar assuntos em torno da diversidade em suas campanhas. 

A pesquisa também mostrou que 67% acreditam que tratar desse tema no marketing ajuda a combater preconceitos. Por outro lado, 73% dos entrevistados afirmaram que a diversidade não é respeitada no Brasil. 

História do Dia Internacional da Mulher

O Dia Internacional da Mulher foi oficializado pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1975, mas é comemorado desde o início do século XX, por causa de fatos importantes relacionados a 8 de março. 

Um dos acontecimentos foi em Nova York, no dia 25 de março de 1911, na Triangle Shirtwaist Company, quando 146 trabalhadores morreram, sendo 125 mulheres e 21 homens (na maioria, judeus), que trouxe à tona as más condições enfrentadas por mulheres na Revolução Industrial.

Outro fato importante, que aconteceu também em Nova York, foi a grande passeata das mulheres em 26 de fevereiro de 1909. Naquele dia, cerca de 15 mil mulheres marcharam pelas ruas da cidade por melhores condições de trabalho. Na época, as jornadas para as mulheres podiam chegar a 16 horas por dia, seis dias por semana e, não raro, incluíam também os domingos.

Mas não foi somente em Nova York que as mulheres começaram a protestar por melhores condições de trabalho. Em países na Europa, como Alemanha e Rússia, as mulheres também iam às ruas. Sem contar com o movimento sufragista pelo voto feminino no começo do século XX.

Com a oficialização da data, assim como as transformações na sociedade, o Dia Internacional da Mulher passou a englobar outras demandas além do trabalho. Entre elas, o combate à violência contra a mulher, direitos reprodutivos, bem como mulheres ocupando mais cargos de liderança. 

Como criar campanhas transformadoras 

Agora que você já conhece um pouco do histórico da data, bem como a importância de trabalhar diversidade nas empresas, vamos às dicas de como abordar gênero nas suas ações de marketing no mês de março. É importante ficar de olho em alguns tópicos para que as campanhas possam ir muito além do ‘parabéns, mulheres’, promovendo debates e ajudando a construir um mundo mais igualitário. 

Mulheres no topo da criação 

Se a campanha é para as mulheres e sobre as mulheres, é importante que as campanhas sejam pensadas por elas. Então, em todas as fases, especialmente a do planejamento, é fundamental que as mulheres da equipe estejam à frente. 

Cuidado com os estereótipos

É comum durante o mês da mulher ver ações entregando flores e artigos de beleza para as mulheres. Não há nada de errado com flores ou artigos de beleza, mas esse tipo de ação se torna estereotipada porque ignora outros debates importantes e resume as mulheres a apenas ao estereótipo de delicada, vaidosa, etc. Além disso, iniciativas como essa ajudam a reforçar que aquelas que não se encaixam nessas definições são descuidadas ou mandonas. 

Vale lembrar que tudo depende do contexto e do tom. Por exemplo, uma ação envolvendo beleza para mulheres que enfrentam algum problema de saúde, em situação de rua ou que passaram por alguma violência recente e perderam a conexão com a autoestima pode ser genial.

Uma forma excelente de quebrar estereótipos é mostrar, por exemplo, mulheres em áreas profissionais historicamente ocupadas por homens. Sempre reforçando o quanto ainda é necessário avançar. 

Promova eventos presenciais ou virtuais – convide especialistas em violência de gênero para conversar sobre o assunto

Que tal aproveitar a data para promover ciclos de eventos presenciais – com público reduzido e seguindo as orientações da OMS, virtuais ou híbridos – sobre violência de gênero e empoderamento feminino? 

Você pode, por exemplo, convidar mulheres pioneiras em algum segmento, inclusive na área de atuação da sua empresa, para discutir desafios e perspectivas. Ou até psicólogas e outras especialistas em violência contra a mulher para mostrar dados, formas e como denunciar e combater a violência de gênero no dia a dia. 

Os homens também precisam fazer parte 

Algo necessário urgentemente é romper  com comportamentos da masculinidade tóxica entre os homens, especialmente listar atitudes machistas para BANIR do meio corporativo e em casa. Uma forma de fazer isso é promover diálogos, e o mês da mulher é uma excelente oportunidade. 

Exemplos de campanhas inspiradoras 

  1. Quem são as mulheres responsáveis pelo sucesso da sua empresa? Da recepção à liderança? Essas histórias merecem ser ouvidas e compartilhadas. 

O Twitter fez algo semelhante na campanha do mês da mulher de 2017. A rede social criou o perfil “Twitter Women” para compartilhar relatos inspiradores com a hashtag #SheInspiresMe. 

  1. Já o YouTube, nesse mesmo ano, fez um vídeo com falas de mulheres ao redor do mundo. De meninas anônimas a figuras como Ellen DeGeneres e Malala Yousafzai.
  1. A Netflix, em uma das suas campanhas do Dia Internacional da Mulher, mostrou a importância das mulheres para as histórias, nesse caso, as de ficção. O que seria dos grandes filmes e séries que encantam milhões de espectadores sem as personagens mulheres? 
  1. Uma ação do Dia Internacional da Mulher que foi destaque no mundo inteiro feita pela empresa State Street Global Advisers, de Nova Iork. Foi colocada a estátua de uma menina desafiando a tradicional estátua do touro feito de bronze, símbolo de Wall Street. A menina, apesar de pequena, tem pose desafiadora e chama a atenção para a desigualdade entre mulheres e homens no mercado financeiro.
  1. Em  2017, a cerveja Skol decidiu recriar cartazes antigos da marca, que continham imagens de mulheres objetificadas. Em seu novo posicionamento, a Skol passou a adotar a assinatura “Redondo é sair do seu passado” e convidou oito artistas mulheres para fazerem releituras de pôsteres antigos. 

A igualdade precisa ser demanda o ano inteiro 

Em tempos de consumidores cada vez mais exigentes e que acompanham as marcas que consomem, é fundamental fazer com que a igualdade e diversidade sejam práticas durante todo o ano. Há críticas, por exemplo, sobre empresas que no marketing são diversas, mas a equipe não conta com diversidade racial e de gênero. Por isso, também é essencial monitorar e agir da melhor forma possível em casos de situações de preconceito ou machismo.

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