Estariam os mais jovens abandonando o Facebook?

Ruby Karp, uma nova iorquina de 13 anos de idade publicou um texto no Mashable onde decreta: os adolescentes estão saindo do Facebook. E não pense você que essa é uma informação infundada: um estudo recente do Pew Research Center, organização americana que estuda comportamento e tendências, apontou que essa saída do Facebook realmente acontece. E basicamente por três razões: o grande número de adultos no local, compartilhamento sem necessidade de detalhes fúteis da vida dos amigos, e muito mimimi (a.k.a. drama) na rede social.

O texto explica para quais redes sociais os mais jovens estão indo e como as escolhem, e mesmo que seja o ponto de vista de uma única pessoa, é muito útil, pois traz inúmeras observações relevantes do que ocorre neste cenário:

1) Os pais no Facebook

“Todos os nossos pais e pais dos nossos amigos têm Facebooks. Não é só o fato deles ‘curtirem’ nossos posts, ou escreverem “olá, docinho de côco” na nossa timeline, mas meus amigos postam um monte de fotos que me complicam com meus pais.

Digamos que eu fui convidada para uma festa onde havia menores de idade bebendo. Eu não estou bebendo, mas alguém tira uma foto. Eu não estou nem segurando um copo, mas sou fotografada atrás de uma garota que está mandando ver nos shots de tequila. Durante a semana, alguém decide colocar fotos daquela festa ‘incrível’ no Facebook. Se a minha mãe vir que eu estava em uma festa com bebida, ainda que eu não estava participando, eu estaria morta. Não é culpa do Facebook, mas acontece lá”.

2) As outras (redes sociais)

“Parte das razões pelas quais o Facebook está perdendo a atenção da minha geração está no fato de que há novas redes sociais hoje em dia. Quando eu tinha 10 anos, eu não tinha idade suficiente pra ter Facebook. Mas uma coisa mágica chamada Instagram chegou…e nossos pais não nos proibiram de usar. Rapidamente, todos os meus amigos foram pro Instagram…”

3) Os adolescentes gostam do que está ~bombando

“Adolescentes são seguidores. Isto é exatamente o que a gente é. Se todos os meus amigos estão baixando essa nova coisa cool chamada Snapchat, eu também quero! Nós queremos o que é tendência. Se o Facebook não está ‘trendando’, os adolescentes não se importam”.

4) O bullying

“Facebook é ainda uma grande fonte de bullying para quem está na escola. As crianças podem comentar algo ofensivo em uma foto sua ou mandar mensagens ofensivas. Não é a culpa do Facebook, mas de novo, isso acontece ali. Se minha mãe soubesse que eu estaria sofrendo bullying no Facebook, ela me mandaria fechar na hora”.

5) Design

“Olhe pro Twitter, onde há quatro botões – as pessoas gostam do design ‘simples’”.

Por fim, Ruby termina dizendo que espera que o Facebook consiga entusiasmar os jovens novamente, afinal, eles se tornarão “gente grande” um dia, e ela acha que a rede social de Zuckerberg é uma “boa ideia”.

Mas, o que Mark & Cia. acham disso?

Agora, algum tempo depois dessa discussão – o texto de Ruby foi publicado em agosto desse ano -, o Facebook admitiu: os adolescentes estão mesmo usando menos a rede social. O responsável pelas finanças da empresa, David Esberman, informou que o número de usuários ativos entre 13 e 17 anos diminuiu no último trimestre.

Nos EUA os mais jovens estão migrando para o Twitter. Lá, apenas 23% usam o Facebook, que perde também para o Instagram, ficando na 3ª posição do ranking das redes sociais mais utilizadas pelos adolescentes.

Diferente do que você pode estar pensando, isso não compromete a rede social de maneira nenhuma neste momento, pois o número de usuários, que já atingiu 1,19 bilhão de usuários, não para aumentar. Mas será que essa “fuga” de jovens pode ser uma tendência para o futuro? Só o tempo dirá.

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